
Debito um cigarro após o outro
Olhos postos no vazio à procura de mim entre a chuva que cai
O frio não me incomoda, aceito-o em comunhão de alma
No silêncio temperado por um acorde
Respiro o sorriso que perdi e não me falta
Não me apetece apetecer o teu corpo no meu
Ás vezes só porque sim
Na monotonia de um nada que aparta o medo de cair
Ser no sonho e mais além por um dia
Foi assim



